Carrinho

Quando fizemos a Coleção C’alma em 2018, não imaginávamos os caminhos que estavam por vir. Foi uma coleção de aprendizados e de uma busca por reconexão. Experimentamos, criamos e amadurecemos.

Ao longo desses anos crescemos simultaneamente aqui e em outros espaços, aprendemos, esticamos e encurtamos. Nos nutrimos de culturas, parcerias e novas luzes, ao mesmo tempo que aqui nas gerais, nasciam movimentos que enaltecem a nossa cultura mineira e suas riqueza sócio-culturais.

coleção raizes
Backstage Coleção Raízes

É daí que nasce a nova Coleção Raízes, uma celebração aos nosso cinco anos traduzindo em calçados, a cultura mineira. Revisitando a nossa história, de forma enxuta, com calçados que representam o nosso DNA, trabalhando a tradicional mistura de cores, que é uma assinatura da marca, mobilidade e despojamento.

Luíza coleção raizes luli colecao raizes lili preta colecao raizaes

lili verde coleção raizes lili azul colecao raizes luiza laranja colecao raizes

O verbo conectar é essencial para o entendimento da nova coleção, ela foi construída à várias mãos com um mesmo propósito. Convidamos parceiras desde o início de sua construção e a traduzimos em um editorial incrível com a Aparecida Produções, Gabi Queiroz, Lais Cunha, Cecilia Abreu e as artistas Nath Rodrigues e Jhe Delacroix, expoentes da cena musical de Belo Horizonte.

jhe delacroix e nath rodrigues jhe e cecila abreu

Raiz é mãe, é ouro.

É um convite para que você conheça a nossa casa e se conecte com o nosso propósito.

Venha conhecer a nova Coleção de perto, estamos em Belo Horizonte na Av. Afonso Pena 2925 (Fixbitt) e você sempre pode contar com a nossa loja online!

nath rodrigues

Editorial produzido e executado com Aparecida Produções, Lais Cunha e Gabriela Queiroz.

Beleza por Cecilia Abreu | Modelos Nath Rodrigues e Jhe Delacroix | Roupas: Plural Estilo e Panou BR

 

 

 

 

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Coroamos a nossa mudança em junho, com um novo passo muito especial para a gente: criamos novas ideias de parcerias, encontramos novos espaços, simplificamos e amadurecemos. Estamos em um momento de buscar afinidades e raízes, de valorizar a nossa terra 🙂 Por isso, novos caminhos!

Já há algum tempo, temos convidado para os editoriais, pessoas que admiramos muito e que constroem uma nova cena criativa, rica e gentil para a nossa terra Belo Horizonte e consolidamos o último Momento da Coleção C’alma, convidando as amigas Juliana Flores e Laura Lopes para um café da manhã com a gente.

Juliana Flores (@jujuflores) é mãe do José, sócia-fundadora da editora Aletria especializada em literatura infantil e juvenil, sócia-fundadora da Pública Agência de Arte e idealizadora do CURA – Circuito Urbano de Arte.

Laura Lopes é musicista e empreendedora cultural. Atua como cantora nos grupos Coletivo ANA, Orquestra Atípica de Lhamas e é produtora da banda Yônika. Além disso, é idealizadora do encontro internacional Música Mundo.

Chiquérrimas, né?

Aproveitamos que estamos de casa nova e montamos uma roda de conversa, onde Juju e Laura vão falar sobre trabalho, sobre como é ser mulher no meio que elas atuam e tb sobre a inserção da mulher nele!

 

Vai ser um happy hour super gostoso com Drinks pela Uluru Café e DJ set por @yosoymariasilvia <3

Te esperamos, dia 18.07 a partir das 19h na AV. Afonso Pena 2925!

E não esqueça de visitar a aba do nosso Queimão aqui no site!

No dia do evento você poderá aproveitar para garantir as últimas unidades do seu modelo favorito, com preços especiais!

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É tempo de mudança! Não sei para vocês, mas 2019 tem sido um ano de mudanças por aqui.

Em 5 anos de marca, venho experimentado modelos de negócios e designs que me permitissem trabalhar e criar de uma nova forma. É tempo não só de sair, mas de entender essas “novas caixas”. Já fiz um pouco de tudo por aqui, a marca começou só pelo Instagram em 2014 e eu costumava a atender vocês em feiras e em casa. Depois disso já passei por lojas colaborativas, sites e cheguei até o meu primeiro showroom. Não sei se vocês lembram, aquele cantinho lindo em frente à Igreja da Boa Viagem.

Lá criei modelos como a Aurora, me aproximei mais de vocês e cresci, chegando até o SPFW.

Entendi que eu precisava de um espaço melhor para trabalhar com o volume de calçados, desenhar, gerenciar e atender vocês. A Casa Juta foi o lugar perfeito para testar esse novo modelo de loja aberta e foi maravilhoso!

Além de um escritório lindo, tínhamos uma loja e um café vegetariano.

Foi lá que vocês conheceram a nossa nova linha super confortável de saltinhos e rasteiras: Luisa, Lili e Alice 🙂

Ficamos quase um ano na Casa Juta, desenvolvendo além de calçados, um novo tipo de atendimento off line e vários eventos e cursos!

Recebemos as Big Bossas, com a roda de empreendedorismo feminino, cursos de aceleração de ideias, oficinas de fantasia e até banho de mangueira no natal!

Depois de quase um ano na Juta, entendi o tipo de atendimento que quero dar para vocês, de empresa que eu quero construir e que eu gostaria de focar mais no desenvolvimento da qualidade dos calçados que eu crio. Percebi que era necessário desacelerar, que a Coleção C’alma não tinha vindo atoa.

Para isso foi preciso fechar as portas por um tempo para pensar, decidi focar nas vendas online, mantendo o atendimento especial via whatsapp e aqui em Belo Horizonte, criei uma parceria com a empresa de Personal Stylist Fix Bitt, localizada na Av. Afonso Pena ao lado do Guaja. A Casa é linda e conta com uma cafeteria, a Uluru Café e Brunch. Além disso, você será atendida por mim ou por uma atendente da casa e poderá conhecer de perto as roupas da Nui Nui!

Assim, vocês terão uma experiência de compra ainda mais especial e eu terei mais tempo pra desenvolver produtos ainda mais lindos e melhores para vocês <3

Aproveitando isso, o site está com frete grátis até o fim de junho e as promoções da semana ainda estão rolando!

E você que é de BH, vem conhecer o nosso novo espaço! Agende seu horário via whatsapp 31.987856100, que eu te encontro na Fix Bitt_ Av Afonso Pena 2925 Funcionários (bem pertinho da Savassi).

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Enxergar que o calçado confortável te empodera é uma maneira de vê-lo além do acessório de moda, é entender que é questão de mobilidade e saúde 🙂

Quem nunca passou aperto com um calçado desconfortável?

Viemos de uma cultura de moda, onde não temos muita clareza do limite do fashion e do desconforto, não é mesmo?

Mas quantas vezes você não comprou um calçado caríssimo de uma marca grande e tradicional e falou aquela frase clássica:

  • “Essa sandália é daquelas pra arrasar! Eu vou sair do carro, dar um close e ficar sentada.”

E aquela chinela que a gente leva para as festas ou trabalho, pelo simples fato de que o nosso calçado é completamente disfuncional com a nossa realidade?

Então, é exatamente isso minhas amigas, no nosso processo de empoderamento, o calçado confortável é tudo!

E estamos aqui para mostrar que O calçado confortável te empodera SIM.

Pra quem ama andar de bike!
Bruna Preta

Quando criei a marca, foi exatamente nessa busca.

Eu formada em Design de produto, não entendia como era possível as pessoas ignorarem as questões de ergonomia e funcionalidade do calçado.

O produto só faz sentido, se ele melhora a sua relação com o espaço e não o contrário, entendem?

Foi a partir daí que eu percebi o que todas nós perpassamos nessa saga de ser mulher e interagir com o mundo de forma estética.

Como colocamos o conforto nas nossas coleções?

Na primeira coleção comecei a colecionar relatos das clientes, todas sempre com algum problema nos pés causados por calçados que pareciam mais uma tortura.

Quantas de vocês tem joanetes, fascite plantar, encurtamento de tendões e etc?

Além disso, eu como uma pessoa que anda muito a pé e de bicicleta, comecei a perceber nas ruas a realidade do nosso dia a dia como mulheres.

Demorou um tempo, mas consegui encontrar o caminho.

Passei a desenvolver dispositivos nos calçados, que deixavam eles adaptáveis ao seu tipo de pé  e não o contrário.

Isso acontece na nossa nova rasteira Alice por exemplo, que conseguimos colocar um velcro adaptável no peito do pé.

Ou na Lili, que tem os recortes bem calculados e elástico de adaptação, além de te dar uma opção mais segura com a amarração na canela.

Rasteira ajustável, que garante conforto e mobilidade
Alice amarela

Design e conforto em uma peça só!
Lili Caramelo

Em outras palavras,  nossa outra missão foi entender como desenvolver o tal do saltinho tão pedido por vocês, sem perder o estilo e o conforto.

Concluimos que a solução foram os saltinhos de borracha, que são extremamente leves e macios, além de uma palmilha bem acolchoada com memória de uso.

E ficou um charme, né?

O calçado confortável te empodera
Luisa Azul

Quer ver mais dicas sobre conforto, empoderamento e calçados? Acessa o nosso pinterest!

Acho que agora não temos dúvidas de que O calçado confortável te empodera.

Conforto, design e mobilidade são possíveis no mundo dos calçados. Não se esqueça disso <3

Um beijo,

Tatiana Marques

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Se amar é um ato revolucionário! Se você começar pelo seu corpo, o autoamor será, literalmente, um caminho sem volta!

Eu não tinha a menor dimensão dessa frase até decidir trabalhar com mulheres. E paralelo a isso comecei a observar o quanto eu era negligente com o meu corpo.

Eu estou longe de ser uma mulher gorda. Estou longe de ser a mulher que não encontra roupas nas lojas para si. Nunca tive disfunções alimentares graves… e algumas, raras vezes, pensei em cirurgias plásticas para me sentir bonita.

Eu fui uma adolescente, muito magra que ainda achava que tinha 3 kg para perder. Na adolescência eu fazia caminhada, e após a caminhada eu tomava meio copo de 200ml de leite desnatado e dois biscoitos de água e sal. Eu era a menina que nem achava tão ruim assim, vomitar, porque pelo menos eu não tinha engordado.

A relação que aprendemos a ter com o nosso corpo é limitante: nós mulheres nem pensamos que o nosso corpo precisa ser funcional o bastante, pois, somos criadas a acreditar que ele precisa ser SÓ bonito o bastante.

A mulher passa a ser e a querer uma imagem inalcançável que precisa ser legitimado pelos outros. Uma imagem que raramente está ligada à saúde!

<3
Se ame!

Vc já pensou em tudo o que você é? Em todas as tarefas diárias que executa? O quão competente, interessante, inteligente, criativa você é? Já pensou que seu corpo é seu veículo e ele precisa de cuidados e não de ser negligenciado?

A questão é: as mulheres desenvolvem problemas graves de disfunção alimentar pela necessidade (criada) ao padrão perfeito.
Você não acha isso cruel?

O que eu aprendi é que todo esse processo de autoestima, empoderamento, amor próprio, autocura, autoconhecimento não é possível se você não for gentil consigo, primeiro.

O seu corpo aguenta os porres, as noites mal dormidas. A negligência, a dor que você finge que não está ali para continuar fazendo o que precisa fazer. O seu corpo aguenta o ato sexual sem tesão, o orgasmo que nunca vem. O seu corpo tem aguentado muitas restrições, certo?

Quer ser gentil com você?
Tente começar pelo seu corpo!

Você é gentil com tanta gente chata, e justamente com o seu corpo você tem deixado a desejar?!

Quer se amar?

Comece questionando se você realmente precisa desse padrão !

Bjs

Dri

Adriana Roque é psicóloga e fundadora do projeto Para ser a mulher que quiser.
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Vamos pensar um pouco nessa caixinha do qual fomos criadas para sermos pessoas? – Amor Próprio.

Imagine uma caixa de meninos e uma caixa de meninas. O que contém nessas caixas? Meninos: subir em árvore, falar palavrão, coçar o saco, trabalhar, independência financeira, sexo. E o que tem na caixinha das meninas? Boneca, panelinha, delicada, princesa, casamento, filhos, cuidado.

As caixinhas são estruturais, mas entendemos que talvez você tenha tido uma realidade um pouco diferente. Talvez você tenha sido criada com muita liberdade, fazendo brincadeiras de “menino”, ou até mesmo, você homem, podem ter vivenciado sem culpa  algumas coisas da caixa da “menina”.

Mas, tenho certeza, que os seus amigos e amigas foram criadas mais ou menos de acordo com essa caixa acima, e não fora do padrões, certo?  Então vamos lá!

Sendo criada na perspectiva dessas caixas, fazer algo fora dela parece um erro, um despreparo. Quantas vezes um homem fez algo  lido socialmente como feminino e recebeu o apelido de “marica”? Ou quantas vezes uma mulher foi incrível em alguma tarefa profissional, e a elogiaram dizendo que ela é “igual ao um homem”. Enfim…

Essas caixas podem ser altamente limitadoras e adoecedoras. Pois, nela há uma característica, em especial, que aparece na maior parte dos casos que atendo em mulheres: o ato de cuidar.  A mulher é criada para cuidar, para se importar com o outro, para relevar o que o outro disse ou fez. A mulher é criada para estar atenta aos desejos do outro. Sendo assim, o que acontece é que ela passa a precisar ser a heroína do outro. Ela se cobra para suprir as demandas alheias! Se ela não consegue suprir, vêm o sentimento de culpa.

Você está se identificando com isso?

E é exatamente nesse lugar, ao meu ver, que o amor próprio pára de acontecer. O cuidado em si, com o outro, não é necessariamente o problema. Mas esse radar simbólico que dão para as mulheres ao nascer é adoecedor e nos afasta de saber quem nós somos, a impor limites e até a construir relacionamentos equilibrados. Muitas mulheres ainda hoje não conhecem o próprio corpo, não sabem das suas habilidades e nem do que gostam. Muitas nunca pararam para pensar quais são seus sonhos e desejos. Mas sabem “de cor e salteado” (como diria a minha avó), sobre o desejo, sonhos, habilidades do outro.

As mulheres, nesse caminho, começam a se cobrar. Tendem a se preocupar em advinhar o que o outro precisa, em ter que fazer sempre certo, porque a validação do outro é o que tende a legitimar que ela é boa o suficiente. Isso é adoecer e mais uma vez, a afasta do amor próprio.

Já o amor próprio, vem do lugar de se permitir ser uma mulher possível! Nada menos que isso. Amor próprio quer dizer impor limites, para você e para os outros! Então vá avaliando por aí, se você tem ultrapassado esses limites e começa escolhendo o que é primordial para te manter bem. Vai começando pelo o que é POSSÍVEL!

Não se esqueça, amor próprio é fazer o que é possível , para você e para os outros!

Se quiser, me conte como foi!

Beijos, Dri

Adriana Roque é psicóloga e é dona do projeto Para ser a mulher que quiser
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Auto estima: Você está pronta para olhar para si mesma?

Caso queira, faça um pequeno exercício: se olhe no espelho por alguns minutos. Qual a sua
primeira sensação ao ver sua imagem refletida? Quais defeitos você vê? No que você se cobra?
O que sente ao se ver? Há algum desconforto? Há algum conforto? Alguma lembrança? Ou
vazio? E me conta, Você sabe o que é auto estima?

A primeira vez que me olhei verdadeiramente no espelho, chorei, copiosamente. E lembro
perfeitamente do meu pensamento que falava: “Eu te odeio!” e é importante destacar que foi sem mais nem menos. Porque? Não sei. Foi Simples assim.

Auto estima é tudo.
Se reconheça e se conheça!

Me achava uma pessoa burra

Daquelas bem desinteressante e fracassada. E ainda achava que nada do que eu
fizesse me traria orgulho. Mas naquele momento, há exatos 3 anos, (momento também que o Para
ser a Mulher que quiser foi criado), eu só sabia sentir que eu era uma farsa e que viver não fazia
sentido algum. Tinha certeza que o mundo estaria melhor sem mim, mas eu queria estar em
qualquer desastre, para que enfim, eu pudesse partir dessa para uma melhor (realidades, né
mores. Quem nunca?!).

Talvez você não se odeie (não precisa ser tão literal hahahaha…as vezes você só não gosta de
você. Faça uma leitura possível para a sua realidade.). Talvez você já se ame um pouco, e talvez
você tenha um leve desconforto de quem você é. Mas, tudo isso revela como está a sua
autoestima. Como está a sua relação consigo!

My Life
As coisas mais lindas sobre a minha vida!

Você, provavelmente, não está feliz, se o que sente e pensa em relação a você for mais
negativo do que positivo. Se for negativo, provavelmente você está vivendo a sua vida sem
entusiasmo e sem sentido, e você provavelmente tem
vivido muito mais o que os outros esperam de você, e seus projetos devem estar paralisados.
Talvez você nunca tenha confiado em nada que venha de você. Já se perguntou porque?

E mais, você provavelmente carrega uma auto exigência impossível de alcançar. Pessoas com baixa autoestima, estão
sempre idealizando um futuro melhor, onde terão mais confiança, mais segurança, mais amor
próprio, mais, mais, mais, e esse mais nunca chega.

Autoconhecimento
O que você pensa sobre você mesmx?

Verdade absoluta?

Mas, você já se questionou se tudo o que você sente e pensa sobre você pode não ser uma
verdade absoluta? Que foi algo criado? Ninguém nasce sendo burra, desinteressante e um
poço de coisas negativas, não é mesmo?! Você já parou para pensar que na maioria
esmagadora das vezes, você foi convidada a ter uma visão limitada, deturpada e mediana de
si? Falo um pouco mais nesse texto aqui: https://www.instagram.com/p/Blky5EggqdS/
Vai refletindo aí e vamos partilhando vivências!

Auto amor
Se cuide, se ame!

Semana que vem teremos outra pílula (pílula não porque sou a rainha-mor dos textões!!!), e
falarei de amor-próprio.
Só vem!

Beijos

Dri

Adriana Roque é psicóloga e criadora do projeto Para ser a mulher que quiser e a mais nova colaboradora aqui no blog Tatiana Marques!
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Como a Sangria nasceu.

Por Maria Silvia

Sangria nasceu há anos atrás.
Ela veio de dentro da minha própria casa, quando meu pai resolveu entrar para seu quarto e fechar a porta,
e minha mãe, seus olhos.

Sangria nasceu quase que comigo – mas não que eu gostaria ou escolhesse,
ela me acompanhou durante muito tempo.
E nasceu já se desfazendo,
aos poucos desatando laços.

Sangria teve início em mim, após passar por um processo de entendimento e confronto de violência doméstica.

No momento em que poderia ter ficado sozinha,
encontrei uma rede enorme de apoio de mulheres,
as quais me deram e tem me dado força para seguir e,
acreditar que precisamos cada vez mais,
ocupar espaços para nos manifestarmos por meio das artes,
buscando unir o sensível e o político.

Assim a sangria renasceu.
Da ressignificação dos meus laços desatados,
criando e me ensinando novos laços de afeto.

A proposta do projeto sangria envolveu quase 20 dias de programação intensa na galeria
Quartoamado, com temas ligados às lutas feministas, através das mais diversas linguagens.
Tópicos como violência doméstica, ocupação política, aborto, maternidade, feminicídio, entre
tantos outros temas que precisam urgentemente serem discutidos de forma saudável e
aprofundada, foram ressignificados e transformados em uma exposição coletiva de 21
artistas, oficinas, rodas de conversa, performances, creche solidária, flashes day, entre
algumas outras atividades internas e externas à galeria de arte quartoamado.
Buscando sempre incentivar e valorizar mulheres que nos representam na política, artistas
e produtoras locais da cena independente da cidade – de modo à alcançar e incentivar o
maior número de pessoas ao nosso redor.
continuamos sangrando,
porém, juntas.

E hoje de uma coisa eu sei:
eu fui vítima. não por opção.
mas por opção, serei resistência!

“Mulheres unidas plantando uma semente, ocupando a cidade e utilizando da arte para
alcançar, empoderar e conectar outras mulheres”

A Tatiana Marques participou do leilão Sangria com um Voucher no valor de  RS300,00.

fotos por Luisa Ranieri

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Como usar o feminismo ao seu favor?

Ser mulher é lidar com uma construção social, e nesse atual cenário, equilibrar com aquilo que se quer ser. Muitas mulheres, tem se permitido o questionamento sobre os padrões sobre seu corpo, suas vestimentas, sobre seu “jeito” e outras coisas. Muitas mulheres tem se permitido questionar sobre os lugares que socialmente são convidadas a estar, sobre o que realmente fazem sentido para elas. Muitas vezes nos sentimos em corda bamba, o que fui criada, e o que quero ser.

Existo porque resisto!

Muitas mulheres tem revisitado o seu passado . Provavelmente, (se você ainda não fez, pode fazê-lo caso queira), você já se perguntou quais foram os momentos na sua infância que você foi legitimada mais do que o seu irmão, ou primo. Quantas vezes você foi cobrada para ser legal, amorosa e cuidadosa. Quantas vezes você foi deslegitimada porque estava atuando fora da caixa feminina. Quantas vezes você foi reprimida por estar tocando o corpo, por fazer perguntas que só homens ou mulheres mal educadas fariam. Para falar de empoderamento, é necessário compreender essa estrutura do qual fomos criadas para ser o que os outros acham melhor para nós.

I got you, girl

A construção do feminino passa por esse lugar. Passa pelo lugar do olhar do outro, pela higienização, pelo dócio, pelo belo, recatado e do lar. Mesmo hoje, com todas as lutas, se você permanece nessa caixa (e as vezes você está nela porque é a sua forma de ser e isso não há necessariamente um problema, uma vez que você queira), você não sofre retaliações sociais. Se você sai dessa caixa, as retaliações começam a aparecer.

Girl Can!

Se você ama mulheres, é porque você não encontrou o homem certo. Se você não quer ser mãe é porque é egoísta, se você é independente financeiramente, emocionalmente,  você é lida como mal amada. E esta lista segue sendo infindável para quem reivindica esse lugar imposto.

O empoderamento é uma luta social poderosa que começa pela ação individual (leiam Paulo freire, Angela Davis e Joice Berth). Empoderamento é  ação individual em relação a mudança de comportamento e rompimento de padrões patriarcais. Patriarcal é o que te aprisiona e te fazem sentir menor. O empoderamento não pode servir para aprisionar, mas ainda assim, vemos, por vezes, mentiras sobre esse conceito. Propagandas e trabalhos que retratam que o empoderamento são alguns passos diários que você faz para se sentir empoderada, ou até mesmo a cobrança de que ser uma mulher moderna passa necessariamente em ser uma mulher empoderada.  

EMPODERE-SE!

O empoderamento não diz de uma obrigação, e nem é algo que dão a você, ele já existe, você o tem, e para se tornar consciente é necessário entender que isso também é processo. Sabe aquele dia que você está super aceitando o seu corpo, porém no outro dia você não está? Então, é caminho, processo. Se desligue dessa ideia de que empoderamento é instantâneo.

Verdades sobre empoderamento:  o empoderamento é Instrumento de luta social que pdoe começar por você. Deixar o cabelo crespo é algo individual, que pode e alcança várias mulheres que não se sentem confortáveis em alisar o cabelo, mas também não possui coragem para passar pelo processo de transição. A gente se reconhece no outro. O outro nos fortalece e o empoderamento individual vai se tornando coletivo.

Sufragistas!

Empoderador é poder de largar mão da pressão social, e ser o que se quiser construir.  E quando dizemos sobre isso, dizemos sobre possibilidades. E quando dizemos de possibilidades, aproximamos do mais próximo da nossa realidade ao invés de viver aquilo que é esperado de você. Parece difícil escolher o próprio caminho, porém árduo é viver sobre as rédeas do que as pessoas querem para você!

Comece pensando no que é possível, hoje, fazer, para começar a viver um processo de empoderamento.

Beijos

Adriana Roque

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Ter um blog aqui no site sempre foi um sonho. É sério, pense você em uma Tatiana com seus poucos 24 anos, descobrindo uma nova Belo Horizonte e montando uma empresa? A vontade de te contar todo o processo e o que acontecia nessa cidade era gigante! Mas eu simplesmente não tinha braços para tudo..

A marca começou disso, uma vontade de fazer calçados realmente confortáveis, que realmente pensassem na mulher. Oras,  você já viu na moda tradicional _ das marcas antigas e renomadas mesmo_ alguma empresa que trabalhassem realmente pensando no feminino e uma valorização da cultura nacional? Na época eu vi a Farm e ponto.

Tomei coragem e comecei, eu queria falar de mulheres, empoderamento e Minas Gerais_ ó minhas Minas Gerais de Guimarães Rosa <3. A primeira coleção obviamente falava de barroco mineiro, estudei e me aprofundei nas mulheres da história e nasceu Carlota, Cabocla, Isabel e tantas outras. Era até engraçado, eu fazia salto alto!

Fui aos poucos e crescendo, entendendo o que é atender vocês, fabricar, pagar contas.. Ter uma marca é uma escola! Eu acredito que cheguei até aqui, por ter criado grandes parceiros e trocas! Amigos fotógrafos, amigas indo a feiras, amigas fazendo peças gráficas. Nascemos de uma comunidade e construímos uma economia criativa local.

Aqui na foto, o nosso editorial de carnaval em 2015.

Em 2016 demos o nosso primeiro passo de gente grande, o Jardim nasceu na Boa Viagem e rumei a uma nova realidade, cercada de mulheres fortes e maravilhosas! Eram duas salas no nosso prédio com varandinha para a praça mais charmosa da cidade: uma sala focada para moda e uma para artes e tatuagem.  De lá nasceram coleções e projetos incríveis!

E aí, voamos..pedalamos..evoluímos!

Chegamos SPFW!

Passei por muito. Foi intenso, foi difícil. Mas daí, o eu virou a gente _ bem mineiras <3

Construí uma equipe de mulheres maravilhosas!

Parei.

Respirei.

Entendi.

Entendi que o calçado é sim empoderador, que é uma questão de saúde. Que a moda ser slow, tem que ser condicionada a qualidade de vida. Da minha, da sua, da nossa <3

Entramos num processo de C’alma, entendemos que o nosso lugar é de construção e, com o crescimento, decidimos viver em comunidade. A nossa última coleção nasceu disso_ um respiro, uma volta pra família!

Agora temos casa, temos quintal. Temos uma equipe enxuta e linda! O aprendizado segue e o coração cheio por escrever aqui.

Não da pra colocar tudo em uma única postagem, a ideia do nosso blog é nos aproximar de vocês e mostrar o trabalho e conversas com as nossas parceiras e irmãs, que constroem esse novo Brasil no qual acreditamos.

Obrigada!

Com felicidade,

assinado Tatiana Marques.

 

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