Carrinho

Quando fizemos a Coleção C’alma em 2018, não imaginávamos os caminhos que estavam por vir. Foi uma coleção de aprendizados e de uma busca por reconexão. Experimentamos, criamos e amadurecemos.

Ao longo desses anos crescemos simultaneamente aqui e em outros espaços, aprendemos, esticamos e encurtamos. Nos nutrimos de culturas, parcerias e novas luzes, ao mesmo tempo que aqui nas gerais, nasciam movimentos que enaltecem a nossa cultura mineira e suas riqueza sócio-culturais.

coleção raizes
Backstage Coleção Raízes

É daí que nasce a nova Coleção Raízes, uma celebração aos nosso cinco anos traduzindo em calçados, a cultura mineira. Revisitando a nossa história, de forma enxuta, com calçados que representam o nosso DNA, trabalhando a tradicional mistura de cores, que é uma assinatura da marca, mobilidade e despojamento.

Luíza coleção raizes luli colecao raizes lili preta colecao raizaes

lili verde coleção raizes lili azul colecao raizes luiza laranja colecao raizes

O verbo conectar é essencial para o entendimento da nova coleção, ela foi construída à várias mãos com um mesmo propósito. Convidamos parceiras desde o início de sua construção e a traduzimos em um editorial incrível com a Aparecida Produções, Gabi Queiroz, Lais Cunha, Cecilia Abreu e as artistas Nath Rodrigues e Jhe Delacroix, expoentes da cena musical de Belo Horizonte.

jhe delacroix e nath rodrigues jhe e cecila abreu

Raiz é mãe, é ouro.

É um convite para que você conheça a nossa casa e se conecte com o nosso propósito.

Venha conhecer a nova Coleção de perto, estamos em Belo Horizonte na Av. Afonso Pena 2925 (Fixbitt) e você sempre pode contar com a nossa loja online!

nath rodrigues

Editorial produzido e executado com Aparecida Produções, Lais Cunha e Gabriela Queiroz.

Beleza por Cecilia Abreu | Modelos Nath Rodrigues e Jhe Delacroix | Roupas: Plural Estilo e Panou BR

 

 

 

 

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Enxergar que o calçado confortável te empodera é uma maneira de vê-lo além do acessório de moda, é entender que é questão de mobilidade e saúde 🙂

Quem nunca passou aperto com um calçado desconfortável?

Viemos de uma cultura de moda, onde não temos muita clareza do limite do fashion e do desconforto, não é mesmo?

Mas quantas vezes você não comprou um calçado caríssimo de uma marca grande e tradicional e falou aquela frase clássica:

  • “Essa sandália é daquelas pra arrasar! Eu vou sair do carro, dar um close e ficar sentada.”

E aquela chinela que a gente leva para as festas ou trabalho, pelo simples fato de que o nosso calçado é completamente disfuncional com a nossa realidade?

Então, é exatamente isso minhas amigas, no nosso processo de empoderamento, o calçado confortável é tudo!

E estamos aqui para mostrar que O calçado confortável te empodera SIM.

Pra quem ama andar de bike!
Bruna Preta

Quando criei a marca, foi exatamente nessa busca.

Eu formada em Design de produto, não entendia como era possível as pessoas ignorarem as questões de ergonomia e funcionalidade do calçado.

O produto só faz sentido, se ele melhora a sua relação com o espaço e não o contrário, entendem?

Foi a partir daí que eu percebi o que todas nós perpassamos nessa saga de ser mulher e interagir com o mundo de forma estética.

Como colocamos o conforto nas nossas coleções?

Na primeira coleção comecei a colecionar relatos das clientes, todas sempre com algum problema nos pés causados por calçados que pareciam mais uma tortura.

Quantas de vocês tem joanetes, fascite plantar, encurtamento de tendões e etc?

Além disso, eu como uma pessoa que anda muito a pé e de bicicleta, comecei a perceber nas ruas a realidade do nosso dia a dia como mulheres.

Demorou um tempo, mas consegui encontrar o caminho.

Passei a desenvolver dispositivos nos calçados, que deixavam eles adaptáveis ao seu tipo de pé  e não o contrário.

Isso acontece na nossa nova rasteira Alice por exemplo, que conseguimos colocar um velcro adaptável no peito do pé.

Ou na Lili, que tem os recortes bem calculados e elástico de adaptação, além de te dar uma opção mais segura com a amarração na canela.

Rasteira ajustável, que garante conforto e mobilidade
Alice amarela

Design e conforto em uma peça só!
Lili Caramelo

Em outras palavras,  nossa outra missão foi entender como desenvolver o tal do saltinho tão pedido por vocês, sem perder o estilo e o conforto.

Concluimos que a solução foram os saltinhos de borracha, que são extremamente leves e macios, além de uma palmilha bem acolchoada com memória de uso.

E ficou um charme, né?

O calçado confortável te empodera
Luisa Azul

Quer ver mais dicas sobre conforto, empoderamento e calçados? Acessa o nosso pinterest!

Acho que agora não temos dúvidas de que O calçado confortável te empodera.

Conforto, design e mobilidade são possíveis no mundo dos calçados. Não se esqueça disso <3

Um beijo,

Tatiana Marques

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Como a Sangria nasceu.

Por Maria Silvia

Sangria nasceu há anos atrás.
Ela veio de dentro da minha própria casa, quando meu pai resolveu entrar para seu quarto e fechar a porta,
e minha mãe, seus olhos.

Sangria nasceu quase que comigo – mas não que eu gostaria ou escolhesse,
ela me acompanhou durante muito tempo.
E nasceu já se desfazendo,
aos poucos desatando laços.

Sangria teve início em mim, após passar por um processo de entendimento e confronto de violência doméstica.

No momento em que poderia ter ficado sozinha,
encontrei uma rede enorme de apoio de mulheres,
as quais me deram e tem me dado força para seguir e,
acreditar que precisamos cada vez mais,
ocupar espaços para nos manifestarmos por meio das artes,
buscando unir o sensível e o político.

Assim a sangria renasceu.
Da ressignificação dos meus laços desatados,
criando e me ensinando novos laços de afeto.

A proposta do projeto sangria envolveu quase 20 dias de programação intensa na galeria
Quartoamado, com temas ligados às lutas feministas, através das mais diversas linguagens.
Tópicos como violência doméstica, ocupação política, aborto, maternidade, feminicídio, entre
tantos outros temas que precisam urgentemente serem discutidos de forma saudável e
aprofundada, foram ressignificados e transformados em uma exposição coletiva de 21
artistas, oficinas, rodas de conversa, performances, creche solidária, flashes day, entre
algumas outras atividades internas e externas à galeria de arte quartoamado.
Buscando sempre incentivar e valorizar mulheres que nos representam na política, artistas
e produtoras locais da cena independente da cidade – de modo à alcançar e incentivar o
maior número de pessoas ao nosso redor.
continuamos sangrando,
porém, juntas.

E hoje de uma coisa eu sei:
eu fui vítima. não por opção.
mas por opção, serei resistência!

“Mulheres unidas plantando uma semente, ocupando a cidade e utilizando da arte para
alcançar, empoderar e conectar outras mulheres”

A Tatiana Marques participou do leilão Sangria com um Voucher no valor de  RS300,00.

fotos por Luisa Ranieri

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Como usar o feminismo ao seu favor?

Ser mulher é lidar com uma construção social, e nesse atual cenário, equilibrar com aquilo que se quer ser. Muitas mulheres, tem se permitido o questionamento sobre os padrões sobre seu corpo, suas vestimentas, sobre seu “jeito” e outras coisas. Muitas mulheres tem se permitido questionar sobre os lugares que socialmente são convidadas a estar, sobre o que realmente fazem sentido para elas. Muitas vezes nos sentimos em corda bamba, o que fui criada, e o que quero ser.

Existo porque resisto!

Muitas mulheres tem revisitado o seu passado . Provavelmente, (se você ainda não fez, pode fazê-lo caso queira), você já se perguntou quais foram os momentos na sua infância que você foi legitimada mais do que o seu irmão, ou primo. Quantas vezes você foi cobrada para ser legal, amorosa e cuidadosa. Quantas vezes você foi deslegitimada porque estava atuando fora da caixa feminina. Quantas vezes você foi reprimida por estar tocando o corpo, por fazer perguntas que só homens ou mulheres mal educadas fariam. Para falar de empoderamento, é necessário compreender essa estrutura do qual fomos criadas para ser o que os outros acham melhor para nós.

I got you, girl

A construção do feminino passa por esse lugar. Passa pelo lugar do olhar do outro, pela higienização, pelo dócio, pelo belo, recatado e do lar. Mesmo hoje, com todas as lutas, se você permanece nessa caixa (e as vezes você está nela porque é a sua forma de ser e isso não há necessariamente um problema, uma vez que você queira), você não sofre retaliações sociais. Se você sai dessa caixa, as retaliações começam a aparecer.

Girl Can!

Se você ama mulheres, é porque você não encontrou o homem certo. Se você não quer ser mãe é porque é egoísta, se você é independente financeiramente, emocionalmente,  você é lida como mal amada. E esta lista segue sendo infindável para quem reivindica esse lugar imposto.

O empoderamento é uma luta social poderosa que começa pela ação individual (leiam Paulo freire, Angela Davis e Joice Berth). Empoderamento é  ação individual em relação a mudança de comportamento e rompimento de padrões patriarcais. Patriarcal é o que te aprisiona e te fazem sentir menor. O empoderamento não pode servir para aprisionar, mas ainda assim, vemos, por vezes, mentiras sobre esse conceito. Propagandas e trabalhos que retratam que o empoderamento são alguns passos diários que você faz para se sentir empoderada, ou até mesmo a cobrança de que ser uma mulher moderna passa necessariamente em ser uma mulher empoderada.  

EMPODERE-SE!

O empoderamento não diz de uma obrigação, e nem é algo que dão a você, ele já existe, você o tem, e para se tornar consciente é necessário entender que isso também é processo. Sabe aquele dia que você está super aceitando o seu corpo, porém no outro dia você não está? Então, é caminho, processo. Se desligue dessa ideia de que empoderamento é instantâneo.

Verdades sobre empoderamento:  o empoderamento é Instrumento de luta social que pdoe começar por você. Deixar o cabelo crespo é algo individual, que pode e alcança várias mulheres que não se sentem confortáveis em alisar o cabelo, mas também não possui coragem para passar pelo processo de transição. A gente se reconhece no outro. O outro nos fortalece e o empoderamento individual vai se tornando coletivo.

Sufragistas!

Empoderador é poder de largar mão da pressão social, e ser o que se quiser construir.  E quando dizemos sobre isso, dizemos sobre possibilidades. E quando dizemos de possibilidades, aproximamos do mais próximo da nossa realidade ao invés de viver aquilo que é esperado de você. Parece difícil escolher o próprio caminho, porém árduo é viver sobre as rédeas do que as pessoas querem para você!

Comece pensando no que é possível, hoje, fazer, para começar a viver um processo de empoderamento.

Beijos

Adriana Roque

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